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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Porque o Superman precisa de uma Lois Lane?


Lois Lane é uma peste. Uma chata. Lois é pior que Kryptonita como fraqueza do Superman, mas é ela quem faz o Clark andar na linha. É ela que impede o "Homem" de ser corrompido pelo "Super"...

Ela não é a Mulher Maravilha. Ela não é perfeita e nem atende as aspirações psicológicas dos arquétipos femininos e feministas (afinal, por quê ela tem sempre que ser salva pelo Superman?)
Com esse sorriso bobo que ele faz, me diga quem é que salvou quem?
A Lois é a âncora que faz Clark Kent não esquecer a humanidade, assim como os pais dele fizeram antes. O antigo Superman reinventado pelo escritor John Byrne (mini-série Men of Steel. DC Comics 1986) era extremamente humano porque tinha os pais e a Lois como espelho moral de suas atitudes. 
Lois sendo mala como sempre...
Superman é um ser altruísta porque foi ensinado a ser assim. Porém, a necessidade de ser aceito pelas pessoas que ele ama é o que faz com que ele busque a sua própria humanidade. Sem essas pessoas, ele fica completamente perdido. Sem elas o Super perde a direção e a motivação de seus atos. Ele torna-se um ser superior que tende a se sobrepor à humanidade na tentativa de salvá-la da destruição e de si mesmas. Mas ele faz isso sem emoção verdadeira, apenas movido por medo de falhar em sua função e pela "lógica da moral" de quem tem o "poder superior". 
Lois morre em Injustice: Gods Amoung Us, e torna-se o pivô das atitudes extremistas do Super..
É Lois quem estagna essa evolução/transformação do Superman em um ser "quase divino", e não necessariamente bondoso, mas é ela quem o inspira a ser um herói, mesmo que ambos não saibam disso. Clark fez Lois acreditar na bondade humana, mas ela que mantém sua "necessidade" de ser bom. O eterno Escoteirão Azul, mesmo ele não sendo tão perfeito como ela acredita que ele é...
Meiga, apaixonada, determinada, confiante ou furiosa...uma verdadeira mulher de fases...
É Lois quem faz Kal-el sentir emoções genuinamente humanas. E somando isso a boa educação que ele teve do pais, as emoções que se destacam são aquelas mais nobres e que impulsionam os heróis a serem aquilo que realmente são: exemplos a se seguir por toda humanidade.
Mulher não discute, explica porque está certa.
 Jonathan e Marta Kent criaram um bebê alienígena e o ensinaram ser um bom garoto. Ele então cresceu e decidiu se tornar um herói. Mas ao se tornar herói, ele cruzou o caminho de Lois Lane, que o batizou de "Superman". Ela criou o conceito. Ela o definiu e criou o molde na qual ele deveria se encaixar. Ela traduziu as expectativas da humanidade por um salvador que estivesse a serviço do bem, desse bons exemplos e não tirasse proveito disso. Ela clamou por encontrar alguém que correspondesse a todas às ansiedades femininas, imaginando isso ser impossível. Mas então "ele" surgiu e atendeu o chamado.  E na necessidade de corresponder todas as suas exigências ele se superou. Tornou-se maior e melhor do que antes. E ele sabe disso. Ela é quem faz dele "O Superman".
POR QUÊ O SUPERMAN PRECISA DE LOIS LANE?
 Ora, ora...depois de ler tudo isso, você ainda não descobriu?
 Porque por trás de todo super-homem 
existe sempre uma supermulher...

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"Dedicado a todas as mulheres que fazem seus homens se sentirem verdadeiros Super-Homens."
Até a próxima...

Marc Gadelha.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

“Holy Terror” é sucesso de vendas

Retorno de Frank Miller aos quadrinhos lidera o ranking de “graphic novels” mais vendidas em setembro.
Ninguém sabe quem está rindo mais à toa, se são os fãs de Frank Miller ou o editor Bob Schreck, da Legendary Comics. De acordo com a Diamond Comics Distributors, a maior distribuidora de quadrinhos dos Estados Unidos, a revista “Holy Terror” é a “graphic novel” mais vendida de setembro, concorrendo com edições especiais de personagens como Novos Titãs, Hellboy, Conan e o terceiro volume da edição encadernada de “O Dia Mais Claro”.

“Holy Terror” marca a volta de Frank Miller aos quadrinhos, que reaproveita uma história que o desenhista e roteirista havia planejado para o Batman – ao invés do morcego, vemos o estreante “The Fixer” enfrentando ninguém menos que a organização terrorista Al Qaeda.

O sucesso de “Holy Terror” lá fora mostra que o nome de Frank Miller ainda é forte no mundo dos quadrinhos, mesmo após receber duras críticas em sua experiência como autor de outras obras de quadrinhos como “O Cavaleiro das Trevas 2” e como diretor do filme “The Spirit”.

Sua participação na adaptação para o cinema do personagem mais conhecido de Will Eisner, no entanto, pode não ser sua última contribuição para as telonas. Se levarmos em conta que a Legendary Comics, que publicou “Holy Terror”, é uma subsidiária da Legendary Pictures, é mais que natural que a produtora de filmes faça adaptações dos títulos de sua própria editora de quadrinhos. Não nos impressionaria se, daqui a alguns anos, vejamos a estreia de “The Fixer” nas telonas…